Onde cada medida da sua peça entra no orçamento. Comece pelo desenho que parece com o que você vai fazer.
O caminho
- Dados da máquina e Formação de preço — uma vez só, nunca mais mexe.
- Custo de ferramentas — o que cada montagem custa e quanto dura.
- Dados da peça e os processos — as medidas de hoje.
- Resumo — cliente, lote, PDF.
O cálculo refaz sozinho a cada número digitado. Cartão com bolinha laranja já tem algo preenchido.
Onde cada medida entra
Faceamento — desbaste e acabamento
Uma linha na tabela para cada área a facear. No acabamento não há Z: é uma passada rasante.

- Comprimento em XX
- Comprimento em YY
- Comprimento em Z que será faceadoZa sobra que sai, não a altura da peça
Contorno quadrilátero

- Comprimento em XX
- Comprimento em YY
- Comprimento em ZZa altura da parede
Interpolação circular
Os três casos usam os mesmos dois campos. A diferença é o sinal do Ø da ferramenta, lá nos dados de corte: positivo para contorno externo, negativo para interno. É assim que o sistema sabe de que lado a fresa anda.

- DiâmetroØ
- Comprimento em ZComp. em Z
Contorno sextavado

- BitolaBitolaentre faces opostas, a medida da chave
- Comprimento em ZComp. em Z
Furação — quebra-cavaco e expulsa-cavaco
Uma linha por furo. Furos iguais podem ir numa linha só, com a profundidade somada.

- DiâmetroØ
- ProfundidadeProfundidade
- —Incremento e recuode quanto em quanto a broca para para soltar cavaco
Roscamento

- DiâmetroØ
- Profundidade da RoscaProfundidade
- Passo da RoscaPasso
Mandrilhamento

- DiâmetroØ
- ProfundidadeProfundidade
- —Avançoem mm/min, o da bailarina
Custo de ferramentas
Aqui é diferente do torno: lance o valor da montagem completa, não de uma aresta. Uma fresa de facear com seis insertos de R$ 30 é uma montagem de R$ 180.

- Arestas na montagemValor da montagemo conjunto inteiro: corpo mais todos os insertos
- —Vida útilminutos que a montagem aguenta cortando
Um exemplo pronto
Placa de base 200 × 150 faceada em 3 mm, com fresa Ø63 de cinco insertos, lote de 50 peças. Máquina a R$ 160/h, coeficiente 15%, margem 30%, preparação de 45 minutos.
Estes números saem do mesmo motor da calculadora, calculados agora.
Os três números que você decide
O resto da calculadora são medidas da peça. Estes três são escolha sua, ficam no cartão Formação de preço e você preenche uma vez só.
Custo de hora-máquina
Quanto custa para você manter a máquina ligada por uma hora — não o que você cobra.
Não sabe que número usar?
Some os custos mensais da oficina — energia, salário e encargos do operador, manutenção, aluguel, depreciação da máquina e a fatia das despesas do escritório — e divida pelas horas realmente trabalhadas no mês, não pelas horas do calendário.
Máquina parada metade do mês tem custo-hora o dobro do que parece. Errar este número para baixo é o jeito mais comum de trabalhar o ano todo e não sobrar nada.
Coeficiente de segurança
O quanto a realidade come da produção teórica. 10 a 20% é a faixa comum; na dúvida, 15%.
De onde vem essa porcentagem?
A conta do tempo de corte é o mundo ideal: máquina cortando sem parar. Na prática existe medição, ajuste de offset, retoque, cavaco que embola.
Peça nova, com processo ainda não ajustado, pede mais. Peça que você já fez mil vezes pede menos. Quando rodar o lote de verdade, compare o tempo real com o previsto: a diferença é o seu coeficiente.
Margem de lucro
Aqui a margem é sobre o preço de venda, não sobre o custo. Não é a mesma conta de somar 30% ao custo.
Qual a diferença? (vale a leitura)
Somando 30% ao custo: R$ 100 × 1,30 = R$ 130. Dos R$ 130 que entram, R$ 30 são lucro — e 30 ÷ 130 dá 23%. Você pediu trinta e recebeu vinte e três.
Margem de 30%: R$ 100 ÷ 0,70 = R$ 142,86. Dos R$ 142,86 que entram, R$ 42,86 são lucro — exatos 30%.
Se você sempre somou 30% ao custo e quer manter o mesmo preço, digite 23 aqui. Se quer mesmo 30% de margem, digite 30 — e saiba que o preço sobe.
Preparação e lote: por que o preço cai com a quantidade
O tempo de preparação, em Dados da peça, é o que você gasta montando dispositivo, zerando ferramenta e aprovando a primeira peça. Gasta uma vez, faça uma peça ou mil.
O sistema divide isso pelo lote, lá no resumo. Preparação de 30 minutos numa máquina de R$ 120/h custa R$ 60: em 2 peças são R$ 30 em cada, em 500 são seis centavos.
Deixar a preparação em zero não a faz desaparecer — só faz você pagar por ela. E é em lote pequeno que ela mais pesa.
E as três faixas embaixo do lote?
Geram, no PDF do cliente, uma tabela mostrando o preço em quantidades maiores — é o número caindo que convence a pedir mais.
Vêm preenchidas com o dobro, cinco e dez vezes o lote. Pode mudar; a partir da primeira alteração sua, param de se preencher sozinhas. Campo em branco não vira linha — para duas ou três peças, apague os três.
A caixa “acima de N peças” acrescenta o menor preço que a sua margem permite, com a preparação toda diluída. Serve de piso: não existe preço abaixo dele, por maior que seja a encomenda.
Qual PDF mandar para o cliente
PDF para o cliente
orcamento-….pdf
Preço, prazo e a tabela de quantidades. Sem nenhum custo.
Cópia interna
custos-….pdf
Seus custos e sua margem. Não mande.
No celular, o que aparece na hora de anexar é o nome do arquivo: confira se está mandando o orcamento-.
Dois detalhes do centro
Ø da ferramenta negativo = contorno interno. É recurso, não erro: o sinal muda o percurso que a fresa faz.
O avanço é por inserto, o fz da tabela do fabricante. O sistema multiplica pelo número de insertos e pela rotação para achar o avanço da mesa.
Onde ficam os seus dados
Tudo fica salvo neste navegador, neste aparelho. Sem cadastro, sem botão de salvar: feche a página e volte depois que o orçamento continua lá.
Mas não acompanha você para outro aparelho, e limpar o navegador apaga. Para guardar um orçamento de verdade, baixe o PDF.